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Além das formações rochosas extremamente interessantes do ponto de vista geológico, o grande atrativo do PEMLS é seu sistema biótico. A fauna, tanto aérea quanto aquática, é única em muitos aspectos em relação às reservas biológicas brasileiras.
 
O PEMLS é um dos pontos mais importantes de reprodução de aves marinhas do litoral paulista, como o atobá-marrom e o gaivotão, e uma das únicas áreas do Brasil onde ocorre a reprodução do trinta-réis-real.
 
A fauna e a flora aquáticas também impressionam pela diversidade. O PEMLS encerra em seu entorno significativa diversidade de ecossistemas marinhos, com presença de comunidades típicas de recifes de coral, inúmeras espécies de peixes, além de cardumes, que se beneficiam da rica concentração de nutrientes ali presentes.
Foto: Guilherme Kodja
 
Os costões rochosos que circundam a ilha recebem durante o inverno a visita de numerosas espécies de aves e mamíferos marinhos migratórios, como o pingüim-de-magalhães e o lobo-marinho-subantártico. É um dos poucos pontos do litoral paulista onde é possível observar a raia-jamanta e grupos do golfinho-pintado-do-atlântico.
 

Foto: Guilherme Kodja
Todos esses aspectos configuram importante potencial turístico, fazendo do PEMLS um dos principais pontos turísticos subaquáticos do país, comparável aos melhores do mundo.
 
Segundo o site oficial do PEMLS:
"O Parque é um local de grande interesse para a conservação da diversidade biológica na costa do Estado de São Paulo, uma vez que a ausência de outras formações rochosas ou ilhas em áreas próximas acarreta grande concentração de peixes de passagem e recifais na área. Cardumes de espécies de importância comercial como bonitos, sardinhas, olhetes e outros são freqüentemente observados na área do Parque, onde encontram abrigo, alimento abundante e local para reprodução, demonstrando a importância desta Unidade de Conservação para a reposição dos estoques de recursos marinhos e para a manutenção do potencial pesqueiro da região. Espécies recifais, isto é, que vivem junto ao substrato rochoso, como frades, garoupas e budiões, também encontram nesta área condições ideais para sua sobrevivência e reprodução.
 
Há também espécies de peixes não formadoras de cardumes, mas que da mesma forma se aproximam atraídas pela concentração de alimento, como ocorre com as raias. Raias-manta de grande envergadura (também conhecidas como raias-jamanta) são freqüentes em certas épocas do ano.
 
Várias espécies marinhas migratórias (como baleias, golfinhos, tartarugas e aves) utilizam esta Unidade de Conservação como parte de sua rota. De maneira similar ao que ocorre com os peixes, há grande diversidade da flora e fauna de fundo (corais, esponjas, estrelas do mar, crustáceos, moluscos) a qual, aliada a águas muito azuis e transparentes, tornam o Parque um dos principais pontos de mergulho e fotografia submarina do País.
 
A pesquisa científica adquire nesta área uma importância fundamental, uma vez que diversas espécies já foram registradas aqui como ocorrências novas para a costa sudeste ou mesmo para a costa brasileira.
 
Como Parque Estadual, esta Unidade de Conservação destina-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos, estando apta, portanto, para o desenvolvimento de atividades de visitação pública regulamentada.
 
Apesar de sua importância, além da comunidade científica e dos praticantes do mergulho, especialmente os paulistanos e moradores do litoral santista, poucas pessoas conhecem o PEMLS, que é um dos principais pontos de turismo subaquático do país."
 
*Fonte: Site do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos

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