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O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS) foi criado em 27 de setembro de 1993, através do Decreto Estadual nº 37.537. O PEMLS é o primeiro parque marinho dentre as Unidades de Conservação do Estado de São Paulo e tem como objetivo a proteção do ambiente marinho.
 
O PEMLS tem sede e administração próprias, sendo subordinada ao Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
 
Em termos geográficos, o PEMLS pertence ao município de Santos e, conforme pode ser verificado na Carta Náutica nº 1711, está localizado a 164º e 16,8 milhas náuticas de seu ponto de referência náutica continental, o Farol da Ilha da Moela.
 
Para se chegar ao PEMLS, entretanto, a distância varia em torno de 25 milhas náuticas ou 45 quilômetros, tendo em vista que os principais ancoradouros da região estão localizados no Guarujá, em Santos e em São Vicente, cidades centrais no litoral de São Paulo.
 
O acesso rodoviário a essas cidades pode ser feito pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, com início na cidade de São Paulo, ou pela Rodovia Rio-Santos que liga o litoral sul do Estado de São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por todo o litoral paulista.
 

Uma laje difere-se de uma ilha por ser "uma formação rochosa em área marinha que, acima dos níveis alcançados pela água do mar, praticamente não possui vegetação, à exceção de algumas gramíneas e outras espécies rasteiras". Parcéis são formações rochosas similares às lajes, mas que permanecem totalmente submersas e próximas à superfície.


Foto: Maurício Andrade

A Laje de Santos, com 33 metros de altitude, 550 metros de comprimento e 185 metros de largura máxima, tem a forma que lembra uma baleia. A declividade é mais acentuada no seu lado mais exposto às ondas (sul-sudeste) e mais suave no lado norte-nordeste, seu lado abrigado.

Calhaus tem altitude aproximada de 14 metros e, por não ser tão abrigado quanto a Laje de Santos, sofre a influência de correntes mais intensas e de direção mais variável.
Como conseqüência desse hidrodinamismo, as rochas submersas apresentam formações de arcos e túneis.
 


Foto: Guilherme Kodja

A profundidade pode chegar aos 42 metros, sendo, segundo a Carta Náutica, a maior profundidade observada na área do PEMLS.

 

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