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HISTÓRICO DO INSTITUTO LAJE VIVA

O Instituto Laje Viva originou-se da indignação de alguns mergulhadores diante da pesca e caça ilegais que, infelizmente, ainda ocorre no Parque Estadual Marinho Laje de Santos. Tais mergulhadores decidiram reunir-se e organizar-se sob uma associação civil sem fins lucrativos.

 

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Assim, no dia 1º de Julho de 2003 nascia o Instituto Laje Viva, posteriormente apelidado de ILV, uma organização não governamental (ONG) criada com o objetivo de ajudar na proteção da fauna e do ambiente do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS).

 

No período de 2003 até meados de 2005 a equipe do Instituto enfrentou inúmeras dificuldades para a implementação de projetos e ações ambientais, mas não desistiu.

 

Em 2005 o Instituto Laje Viva iniciou trabalhos em conjunto com a Diretoria do PEMLS, o que veio a renovar as forças de seus integrantes.

 

Até essa época, a Diretoria do PEMLS não contava sequer com uma embarcação para fiscalizar a região. Então a gestão da época conseguiu uma embarcação de patrulha, um bote flexboat batizado com o nome de Manta Birostris, a bordo do qual se iniciou a efetiva fiscalização e atividades de repressão à pesca e caça dentro dos limites do PEMLS.

 

Em 2006 os membros do Instituto perceberam a importância de o ILV possuir sua própria embarcação para a realização de pesquisas científicas que pudessem revelar a importância da proteção integral do PEMLS.

 

Assim, em julho de 2006, os membros do Instituto Laje Viva adquiriram, com recursos próprios, uma embarcação, DM 32 pés ano 1971, com dupla motorização Mercedes Benz a diesel. Tal embarcação foi batizada de Laje Viva e foi doada ao Instituto por seus próprios membros.

 

Inúmeras pesquisas e estudos científicos foram desenvolvidos a bordo da Laje Viva ao longo de 2 anos e meio, de julho de 2006 até dezembro de 2008, a exemplo do início dos trabalhos com raias mantas, os estudos de ceriantos, entre outros. Os projetos científicos aos quais o Instituto Laje Viva vem se dedicando podem ser conhecidos na página PROJETOS deste site.

 

Em dezembro de 2008 optou-se por trocar a embarcação por outra mais operacional; assim a embarcação DM 37 pés ano 1971, com dupla motorização Mercedes Benz a diesel passou a integrar o patrimônio do Instituto, e foi batizada de Laje Viva II.

 

A bordo da Laje Viva II a equipe do ILV realizou seu primeiro anilhamento de tartarugas, conduziu tartarugas para a soltura na Laje de Santos e empreendeu inúmeras saídas em prol do estudos das raias mantas.

 

Mas, ao mesmo tempo em que uma embarcação é imprescindível para a realização de pesquisa marinha, ela também é fonte de muita dor de cabeça. Vendida a embarcação, hoje em dia os pesquisadores do ILV alugam barcos de amigos e dos próprios operadores de mergulho da Laje de Santos, além de usarem uma lanchinha de passeio de propriedade de alguns integrantes, para a realização das pesquisas de campo e visitas de monitoramento à Laje de Santos.

 

De uma vez que os membros do ILV são, em sua essência, mergulhadores, o ILV jamais perdeu de vista o fato de que o mergulhador é um elemento de suma importância na preservação da fauna marinha, com potencial de protagonista.

 

Da esperança depositada em cada mergulhador surgiu o Programa Cidadão Cientista, que visa tirar o mergulhador da posição passiva, de mero observador, para a posição ativa de pesquisador marinho e ativista pela preservação dos nossos ambientes marinhos, insulares e costeiros.

 

Quem fez e quem faz o Instituto Laje Viva somos nós, mergulhadores.

 

 

OBJETIVOS DO INSTITUTO LAJE VIVA

instituto-laje-viva2O Instituto Laje Viva é uma associação civil de caráter ambientalista, sem fins lucrativos, criada com o objetivo de promover a preservação dos ecossistemas marinhos, em especial o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, seu entorno e as espécies ali incidentes, executar estudos e pesquisas, produzir e divulgar informações e conhecimentos técnicos e científicos angariados na execução dos demais objetivos sociais da associação.

 

Criado pelo Decreto nº 37.537, de 27/09/1993, o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos – PEMLS – foi o primeiro parque marinho do Estado de São Paulo, verdadeiro santuário onde as aves marinhas encontram um dos poucos ambientes propícios para reprodução e descanso no sul do Oceano Atlântico, e que abriga e protege várias espécies ameaças de extinção, como por exemplo, garoupas verdadeiras (Epinephelus marginatus), meros (Epinephelus itajara), tartarugas verdes (Chelonia mydas) e de pente (Eretmochelys imbricata).

 

Um dos raros pontos do litoral brasileiro com regulares avistagens de baleias de bryde (Balaenoptera edeni) e de raias mantas (Manta birostris), entre tantas outras espécies ainda pouco conhecidas por todos nós, o local é de suma importância como repositório de peixes e outras espécies marinhas para todo o litoral paulista.

 

Em razão da importância do PEMLS, esse foi o primeiro foco de observações e de trabalhos voltados à preservação pelo Instituto Laje Viva. Aos poucos, todo o litoral paulista foi ganhando seu merecido espaço na atuação do ILV.

 

Assim, ao mesmo passo em que o ILV tornava-se membro do Conselho Consultivo do PEMLS, tornava-se também titular de uma cadeira no Conselho Gestor da APA Marinha Litoral Centro do Estado de São Paulo.

 

Com a ampliação do campo de pesquisa marinha acerca das raias gigantes para regiões mais ao Sul do estado, como Cananeia e Iguape, em julho de 2015 o Instituto Laje Viva tornou-se titular de uma cadeira também no Conselho Gestor da APA Marinha Litoral Sul do Estado de São Paulo.


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